quinta-feira, 11 de junho de 2009

Babilônias reencarnadas






















(Félicien Rops, a tentação de Santo Antônio, 1878)


Em Paris, durante o cerco por Bismarck em 1870, alguns meses antes da famosa Comuna, a situação estava um tanto calamitosa. Tal como em parte a descreveu Edmond Deschaumes, estudante adolescente, em seu diário:

Digard juntou-se à turma da noite depois de almoçar com um de seus tios no Hôtel de Ville, e nos contou algumas novidades espantosas. Na Praça, em frente à sede do governo, há um mercado de ratos. Os mais comuns são vendidos por trinta cêntimos, os gordos e suculentos custam sessenta. Ao mesmo tempo, descreveu o menu da refeição que o tio lhe oferecera: picadinho de lombo de gato, maionese, postas de cachorro com petits pois. Digard lambeu os beiços, gulosamente, e com um jeito arrogante declarou de maneira incontestável: "Comi uma carne de rato de primeira no restaurante do meu tio." E ainda acrescentou que o cardápio do tio incluía salmis de rato. Na sobremesa, devorou um pudim de tutano de cavalo.

(in Rupert Christiansen, Paris Babilônia, a capital francesa nos tempos da Comuna)

2 comentários:

  1. Hiiiiirchhhhhhh!!!

    Suculentos né?

    Josaphat!!!

    Saudades gato, apareça lá no meu cantim.

    Betuxa

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