domingo, 31 de janeiro de 2010

Ainda a estrela

















Cheguei ontem de viagem. Estive em Itaúnas, no norte do Espírito Santo. Gostei muito do lugar. Há belas praias com muitas dunas de areia. Há um certo sossego e, em janeiro, um turismo de famílias. Há deliciosos frutos do mar - um tanto caros é verdade - Há o delicioso albergue da Dona Adalzina onde fiquei - depois coloco mais fotos - Há o vento gostoso que sopra o tempo topo de nordeste e aplaca um pouco o forte calor. Há as belas e saudáveis morenas do lugar. Há as águas quentes do mar e de um rio que deságua não muito longe da vila - mas precisa ter disposição para andar ou ir de carro - Há uma formidável cultura popular, do ciclo das janeiras, em homenagem a São Sebastião e São Benedito. No vídeo que acompanha esta postagem, feito pela câmera do celular, temos um dentre os muitos grupos de Reis de Boi que se apresentam durante o período de festas. É o grupo de Mestre Lino. O auto se compõe de uma sucessão de momices desenvolvidas pelo "homi", que é um mascarado que, durante uma entrevista com a "dona da casa", vai apresentando o seu cortejo de bichos, que são figuras mascaradas e bonecos habitados. Tudo com uma boa pitada de sacanagem. Simplesmente hilariante. Neste vídeo que sucede ao "bicho ti come" tem a "mulé". Consiste num mascarado vestido de mulher que, após dançar com o "homi", isto é, o marido, e de dar-lhe alguns safanões, sai pela audiência tentado agarrar os desavisados. É engraçadíssimo! Um deles fica com tanto medo que simplesmente sai correndo da praça. As crianças vão ao delírio. E nós adultos também. Depois falo um pouco mais sobre a viagem, onde nem tudo foram flores.

video

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a estrela

Amanhã cedo faço uma viagem. Vou para onde nunca antes fui. Vou desbravar. Vou só no carro.
Alguns dias para o tão saudoso e querido mar: Praia, calma, céu estrelado, 700 km no volante, incerteza.
Espero chegar, curtir e voltar.
Depois falo mais sobre isso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Poema chato redundante

Não há controle de nada.
Não há, não há, não há.
Não há nada de controle.
Simplesmente não há.
Nenhum-zinho controle
de nada.
Não há controle.
Não tem mesmo controle.
Acreditem: não há
nenhum controle
de nada.
Carpe diem!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Conta para ajuda aos haitianos

Caixa Econômica Federal
Ag 0647
Operação 003
C/C 600-1
PNUD - Haiti

Mia informações aqui.

O cataclisma














Una es de los mortales y los Númenes
La estirpe original;
Una la madre de ambos; mas sepáranos
Fortuna desigual.
Polvo es el hombre: inmóvil en su asiento
De bronce, permanece el firmamento.

Una chispa nos queda (aunque disímiles)
De La Divinidad.
Índole celestial, grandioso el ánimo,
En el hombre admirad,
Si bien camina á tientas á la meta
A que el Hado llevar su pie decreta.

...

(Oda sexta - Nemeas - Píndaro)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Provérbios gregos e latinos - para o Haiti


Ἀνάγκῃ οὐδὲ Θεοὶ μάχονται.

Necessitati nec Dii repugnant.

Com as coisas da vida nem os Deuses.

Leituras - Horácio

















Musa e cítara


Não tenhas pudor de amar uma ancila,
ó Xântias da Fócida, outrora, a serva
Briseis excitou, com sua nívea cor
o insolente Aquiles.

Horácio

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

As táticas do poder














O Paulo Henrique Amorim fez uma postagem, repercutindo um comentário em seu blog, conclamando as pessoas a protestarem junto à Anatel contra o Boris Casoy e a Rede Bandeirantes de Televisão. A idéia é interessante pois transcende o episódio (ocorrido recentemente, onde o Casoy desdenha dos garis) e tenta atingir mais incisivamente as mídias golpistas, anti-populares e anti-patriotas do Brasil.
Mas vejam o que acontece quando a gente tenta entrar no site da Anatel: Kakakaka!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As Nuvens de Magalhães















Quando criança, mesmo na cidade, sempre reparava e me assombrava com as Nuvens de Magalhães ao olhar o céu. Naquele tempo, parece, a cidade ainda não era tão iluminada. Mas não sou tão velho assim, as mudanças tecnológicas é que voam.
Hoje é impossível vê-las nos céus das grandes cidades. Aqui em BH a Cemig não deixa. A eletricidade é inimiga da astronomia.
Com os binóculos tive muito trabalho para encontrá-las como pequeninas manchas claras sobre o vazio escuro. Para quem não sabe, são duas galáxias satélites da Via Láctea. Praticamente só são visíveis no hemisfério sul, estando entre os objetos mais distantes vistos a olho nu.
Em melhores condições daria para ver as inúmeras nebulosas e conglomerados abertos dentro das Nuvens.
Por essas razões poéticas e outras de natureza mais material é que vou acabar mesmo me mudando para longe da cidade, pagar o preço da distância e ganhar em troca um verdadeiro céu estrelado.
Com as bênçãos de Urânia.

Provérbios gregos