
Cantor de tudo que é o prazer, Anacreonte, de Samos, foi um poeta jônico que viveu entre os os séculos VI e V a.c.
Celebrava as coisas do vinho, do amor, das artes, Baco, Afrodite e as Musas. Muito cultuado pelos antigos gregos, nos chegou por meio de fragmentos, tais como este poema do qual fiz uma tradução:
ΕΙΣ ΕΑΥΤΟΝ
λèγουσιν αἱ γυναῖκες·
᾽Ανακρέων, γέρων ἐῖ·
Λαβὼν ἔσοπτρον, ἄθρει
Κόμας μὲν οὐκ ἔτ᾽οὔσας,
Ψιλὸν δὲ σου μέτωπον.
Ἐγὼ δὲ τὰς κόμας μέν,
Εἴτ᾽εἰσίν, εἴτ᾽ἀπῆλθον,
Οὐκ ὀῖδα. Τοῦτο δ᾽ὀῖδα·
Ὡς τῷ γὲροντι μᾶλλον
Πρέπει τὸ τερπνὰ παίζειν,
Ὅσῳ πέλας τὰ Μοίρας.
(Ανακρέων)
A si mesmo
Dizem as moças:
Anacreonte, és velho!
Tomando do espelho,
observa os cabelos
que já não existem
em tua fronte careca!
Eu nada sei dos cabelos,
se existem ou se se foram.
Sei disto:
Tanto quanto se avizinha
a velhice
mais convém divertir-se alegremente
com as coisas da morte.
(Anacreonte)
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