quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Virgens de fogo


















Tal à doce maçã,
que enrubesce-se
acima, nos mais altos ramos,
bem lá no alto, intocada.
_Esqueçeram-na os catadores!
Não, em absoluto.
Não a puderam alcançar.


οἶον τὸ γλυχύμαλον
ἐρεύθεται ἄχρωι ἐπ' ὔσδωι,
ἄχρον ἐπ' ἀχροτάτωι, λελάθοντο
δὲ μαλοδρόπηες·
ὀν μὰν ἐχλελάθοντ' , ἀλλ' οὐχ
ἐδύναντ' ἐπίχεσθαι.


variação sobre um fragmento de Sapho.

Viva!

Um feliz ano novo a todas e todos !
Deixo-vos com a imagem abaixo. Acho que ela diz, melhor que as palavras, os anseios que temos de um mundo e uma vida melhores.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Virá que eu vi


De Hitler, a lição incompleta

Esta música me lembra uma namorada que tive.
Houve um tempo que o nome "judeu" trazia-me a imagem dos campos de concentração. Sim, aqueles cadáveres magérrimos empilhados em valas coletivas que vi em revistas quando criança criaram essa associação para sempre em minha mente.
Mas "judeu" também queria dizer "arte", como o violino de Misha Elman.



Agora "judeu" virou sinônimo de nazi-fascismo, de genocídio, de matadores de criancinhas.
O que diriam Misha Elman, Isaac Stern, Gustav Mahler, Arnold Schoemberg, Straus, Gombrich, Kafka, Mendelssonhn, Andre Previn, Benjamim, Heine, Rubinstein, Stefanie Zweig, e tantos outros. A lista é só de artistas e escritores judeus austríacos, alemães e ucranianos. Alguns dentre muitos.
Um povo que produziu tanta beleza parece agora perdido em uma guerra de extermínio. Querem fazer aos palestinos o que os nazistas fizeram com eles.
Parece que não aprenderam, de Hitler, a lição completa.

domingo, 28 de dezembro de 2008

A luta desigual dos Habirus

















Poesia para os nazi-sionistas raivosos



Não iremos embora

Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
...
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar a comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
...
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede espremeremos as pedras
E comeremos terra quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue

Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro.


Poesia da resistência palestina Tawfic Zayyad, palestino de Nazaré

Contato profundo

Por Deus que já nem esperava mais por uma explicação.

Cada um de vocês é uma parte integral um do outro, como espíritos que estão fingindo estar separados entre si. Enquanto jogam esse jogo, vocês se comunicam em muitos níveis diferentes. Vocês falam através de suas palavras, com seu riso ou com suas lágrimas. Se comunicam com seus olhares ou pela linguagem corporal, através de um sorriso ou pela expressão do rosto. E também se comunicam pelo toque, muito mais do que imaginam.. Muitas vezes, essas formas de comunicação não-verbal na realidade falam mais alto do que as palavras em que vocês confiam tanto. À medida que todos os humanos continuarem a evoluir, vocês verão alterações em todas as formas de comunicação.
[...]
Em sua caminhada pela vida, vocês encontrarão outras almas; algumas delas vocês conhecerão: algumas vezes será com o seu esposo, outras vezes com um estranho, ou poderá ser com um amigo — e vocês olharão para eles de forma diferente da usual; sentirão que estão se apaixonando. Saibam que então estarão apaixonados pela sua própria imagem, refletida de diferentes espelhos.
[...]
De uma maneira geral, no começo o que acontecerá será que as pessoas experimentarão um pouco dessas novas energias, para depois dar um passo atrás, de volta a seus antigos sistemas de crença. Trata-se de um processo normal, então não julguem muito duramente se isso vier a acontecer consigo ou com seus amigos. Muitas vezes acontecerá deles irem em frente; eles vivenciarão o Contato Profundo com uma outra pessoa e ficarão iluminados com a experiência. Um sistema de crença muito simples é o da percepção de que só se pode amar uma pessoa, assim como em um casamento monogâmico. No entanto, qualquer mãe com mais de um filho poderá lhes dizer que isso não é verdade.

[...]
Dirigimo-nos aos espelhos deste planeta. Muitos dentre vocês escolheram não fazer outra coisa, a não ser funcionar como um espelho preciso para que as pessoas pudessem se ver refletidas em vocês. Vocês são os curadores e os professores do Planeta Terra e agora vocês estão entrando em posição. E estão chegando bem na hora. Sintam e saibam que passarão a viver suas vidas diárias num processo de se apaixonarem. Virá um tempo em que vocês se apaixonarão só por andar pela rua. E que planeta alegre e engraçado haverá de ser este, pois vocês então nunca mais terão espaço em seus corações para travar guerras, uma vez que o tenham preenchido com amor. Não terão espaço em seus corações para discórdias quando o tiverem preenchido de amor. E é essa a idéia. Saibam que o reflexo que vêm em outra pessoa é o seu próprio reflexo. E existe o reverso da moeda em tudo isso, pois vocês atualmente vivem em um campo de polaridade.
[...]

in Os faróis de luz

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um fim de ano plural, como o Brasil.













Composição para Exu, amarelo e lilás. Relaciono à estrela de Belém, a quem vai abrindo os caminhos. É um de meus desenhos sobre os orixás.
Não é por nada não, mas dá um ótimo papel de parede,
tem definição e energia boas,
podes crer.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Deus, se existe, só se importa com nós,
quando estamos em perigo,
quando sair desse perigo for importante para outros.
Deus só se importa com nós,
não comigo.
Deus é plural,
é de eus.

Os livros de 2008

Entre os livros que li durante o ano que se finda, quero fazer uma pequena, mas significativa, lista dos que considerei os melhores. Devo ter lido uma média de quatro livros por mês. São os seguintes, sendo que alguns trazem os links dos modestos comentários que fiz sobre eles:

Madame Bovary, de Flaubert, foi um livro belo, um excelente livro. Considerei-o um clássico.
A San Felice, de Dumas Père, que me custou mais de um mês para percorrer suas 1800 páginas, também foi um livro tocante, como a maioria do autor francês.
A feiticeira, de Jules Michelet, curioso e difícil que precisarei reler para compreendê-lo melhor.
O Homem que ri, de Victor Hugo, um livro muito triste.
E, os três mais importantes, daqueles que mudam alguma coisa na alma da gente, ainda que se não perceba:
O Idiota, de Dostoievsky, uma maravilha, emocionou-me profundamente.
Os miseráveis, também de Victor Hugo, cujo protagonista só está a um passo atrás de Jesus, se é que não caminha ao lado dele.
E Memórias de um médico (1,2,3,4), também de Dumas Père, uma coleção de várias livros, todos interligados numa epopéia de mais de vinte anos da história de França, contando ao todo quase 5.000 páginas, onde desfilam inúmeros personagens, os quais não esquecerei nunca. Ou pelo menos perto disso.

Ano que vem, se conseguir realizar os planos, quero estudar francês com mais profundidade do que a gramática que comprei, continuar com a franco-literatura, pois ainda faltam muitos livros de Dumas (reler Os três mosqueteiros, Vinte anos depois e alguns outros que ainda não li, tais como A rainha Margot, O Visconde de Bragelone, Luis XIV e seu século, O cavaleiro de Harmental, entre outros), de Victor Hugo (A Notre Dame de Paris, O último dia de um condenado, entre outros), de Balzac, Eugene Sue entre outros.
O interesse pela literatura francesa vem das vidas passadas, é claro, marcadas ainda pelo sobrenome e por devaneios difusos da alma. Não precisam acreditar nisso.
Quero também, atacar um pouco a literatura brasileira do século dezenove, principalmente Machado e Alencar. Todos, é claro, empréstimos da biblioteca pública. Comprar, só as raridades.
Os livros de autores contemporâneos, não os desprezo, mas é que a maioria tem que ser comprada, pois demoram a aparecer nas estantes da Luis de Bessa os poucos que ali chegam.
Tudo planos, talvez quimeras, como o amor...

Provérbios gregos