Que calma aflição
silencio!...mágoas!?...
te não quero.
Nem a mim,
que antes amo mais
se anchas
são a dor e a solidão.
Que cuidem de se querer!
Amo-te, pois em ti me vejo.
Não me amas,
não te vês em mim.
Estrangeiro sou.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Odes de Ricardo Reis
Prazer, mas devagar,
Lídia, que a sorte àqueles não é grata
que lhe das mãos arrancam.
Furtivos retiremos do horto mundo
os depredandos pomos.
Não despertemos, onde dorme, a Erínis
que cada gozo trava.
Como um regato, mudos passageiros,
gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia. Emudeçamos.
Lídia, que a sorte àqueles não é grata
que lhe das mãos arrancam.
Furtivos retiremos do horto mundo
os depredandos pomos.
Não despertemos, onde dorme, a Erínis
que cada gozo trava.
Como um regato, mudos passageiros,
gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia. Emudeçamos.
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