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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Os livros de 2008

Entre os livros que li durante o ano que se finda, quero fazer uma pequena, mas significativa, lista dos que considerei os melhores. Devo ter lido uma média de quatro livros por mês. São os seguintes, sendo que alguns trazem os links dos modestos comentários que fiz sobre eles:

Madame Bovary, de Flaubert, foi um livro belo, um excelente livro. Considerei-o um clássico.
A San Felice, de Dumas Père, que me custou mais de um mês para percorrer suas 1800 páginas, também foi um livro tocante, como a maioria do autor francês.
A feiticeira, de Jules Michelet, curioso e difícil que precisarei reler para compreendê-lo melhor.
O Homem que ri, de Victor Hugo, um livro muito triste.
E, os três mais importantes, daqueles que mudam alguma coisa na alma da gente, ainda que se não perceba:
O Idiota, de Dostoievsky, uma maravilha, emocionou-me profundamente.
Os miseráveis, também de Victor Hugo, cujo protagonista só está a um passo atrás de Jesus, se é que não caminha ao lado dele.
E Memórias de um médico (1,2,3,4), também de Dumas Père, uma coleção de várias livros, todos interligados numa epopéia de mais de vinte anos da história de França, contando ao todo quase 5.000 páginas, onde desfilam inúmeros personagens, os quais não esquecerei nunca. Ou pelo menos perto disso.

Ano que vem, se conseguir realizar os planos, quero estudar francês com mais profundidade do que a gramática que comprei, continuar com a franco-literatura, pois ainda faltam muitos livros de Dumas (reler Os três mosqueteiros, Vinte anos depois e alguns outros que ainda não li, tais como A rainha Margot, O Visconde de Bragelone, Luis XIV e seu século, O cavaleiro de Harmental, entre outros), de Victor Hugo (A Notre Dame de Paris, O último dia de um condenado, entre outros), de Balzac, Eugene Sue entre outros.
O interesse pela literatura francesa vem das vidas passadas, é claro, marcadas ainda pelo sobrenome e por devaneios difusos da alma. Não precisam acreditar nisso.
Quero também, atacar um pouco a literatura brasileira do século dezenove, principalmente Machado e Alencar. Todos, é claro, empréstimos da biblioteca pública. Comprar, só as raridades.
Os livros de autores contemporâneos, não os desprezo, mas é que a maioria tem que ser comprada, pois demoram a aparecer nas estantes da Luis de Bessa os poucos que ali chegam.
Tudo planos, talvez quimeras, como o amor...

domingo, 31 de agosto de 2008

Um livro - Memórias de uma favorita, Alexandre Dumas






















Li esta semana este livro de Dumas Pai que é uma transcrição de um possível livro de memórias de Emma Lyon, ou Ema Hart ou Lady Hamilton, como ficou mais conhecida por ter sido amante do Almirante Horatio Nelson, personagem e grande herói da marinha britânica. A história narra sua vida, seu nascimento pobre, a mudança para Londres quando ainda adolescente - 12 ou 13 anos - sua entrada no mundo dos espetáculos como atriz, seus romances com homens muito mais velhos, omite o lado mais obscuro de sua vida nos bordéis da época, sua união com William Hamilton, embaixador de Inglaterra na corte de Nápoles, onde se tornou amiga da rainha Maria Carolina (irmã de Maria Antonieta), seu encontro com Nelson, a filha que nasceu dessa união, a vida desregrada e a morte miserável e solitária. Não é nenhuma obra prima, mas é um livro sensível. Dumas escreveu sobre Emma em outro livro que ainda não li e que se chama "San Felice", onde, parece, é um pouco mais 'explícito'. Curioso ela ter o mesmo nome da personagem de Flaubert. Não deixou, enfim, Lady Hamilton de ser uma mulher notável de seu tempo e, de certa forma, um pouco à frente dele. Não é nada fácil para uma mulher bela e pobre não se deixar levar pelas falsas promessas e pela ilusão da própria beleza. Gostei da figura. Não é uma obra prima, como disse, mas vale como registro histórico.

Não achei o ebook, mas há o livro para comprar, usado, aqui.
Há também algumas biografias aqui.

Provérbios gregos