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sexta-feira, 1 de julho de 2011

The Final Cut

Este foi o primeiro disco do Pink Floyd que comprei e escutei. Foi lá pelos meados dos anos 80 e tinha acabado de ser lançado, marcando o fim da banda de tanto sucesso.
Lembrei desta música, "The post war dream", porque hoje faz dez anos da morte de papai e o Roger Waters, nesse disco, faz algumas referências ao pai morto no Pacífico.
E por causa das guerras, da dura vida, da beleza, da arte e, também, por causa de você e de mim.
O velho não gostava muito de rock, mas curtia um pouco do Raul.
Que esteja bem o pai aonde quer que ande por agora.
Tive um amigo que não podia ouvir esse disco sem chorar. Daí que não ouvia.
Mas eu gosto muito e tenho andado triste.


domingo, 12 de junho de 2011

Hendrix - Voodoo child

Hendrix é o meu roqueiro preferido. Acho que sua música traduziu como nenhuma outra toda a ambiguidade da contracultura.
A busca polifônica do Apolo e do Dionísio.
Essa música é - no sentido estrito de música - uma representação desse diálogo ambíguo e polifônico. Hendrix, o domador de raios, como dizia a Ana Maria Bahiana, vai tentando apolonizar a Baco em acordes perfeitos maiores, como quem respira vez em quando em meio ao naufrágio e à tempestade.
Essa versão, ao vivo, não é a que gosto mais. Prefiro aquela do disco original, que tem o andamento um pouco mais atrás, mais lenta.
De qualquer forma, é magnífica!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Música - Neil Young

Um mestre da música, um cara que honra a camisa de roqueiro, uma lenda viva. Figura sensível, talentoso e genial. Gosto muito. Quero voltar a postar clips aqui no blog e, aproveitando o embalo...


segunda-feira, 30 de junho de 2008

Roquenroll


















RIBEIRO JR., W.A. Dioniso e o tíaso. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. Disponível em http://greciantiga.org//img/vfv/i013.asp. Data da consulta: 30.06.2008.

Me lembrei de uma música, que era a abertura de um programa chamado "O rock que a terra não esqueceu", e era apresentado pela rádio Terra FM, aqui em BH, em meados dos anos 80. Quem era maluco e curtia rock, lembra bem. O programa era feito pelo Adriano Falabella, o mesmo que faz, na TV Cultura, se não me engano, o "Enciclopédia do rock". Na verdade, nem sei se ele ainda existe, o programa. Vejo tv raramente. A música é "Coast to coast" do Scorpions. Do caralho!
Achei no youtube. Gravado no Rock in Rio, o legítimo, único e verdadeiro, o de 1985.
Bons tempos...
No vídeo, tendo consciência da situação, do que acontecia ali, naquele dia, naquela hora, a gente começa, com a mente, a viajar. Hehehe. Aquele mar de pessoas é como um mar mesmo, movimenta-se aos vagalhões; a câmera percebe. A banda, agitando-se os guitarristas como um pêndulo, em conjunto, me lembrou um coro grego. Um coro de sátiros louvando a Dioniso. As guitarras são os tirsos. As tarrachas, o desenho da pinha. As tietes, as mênades. E nós, o público?
O próprio Dioniso.
Na verdade, o deus é o mestre cerimônia. É ele quem organiza o movimento, orienta o carnaval, já dizia Caetano. O povo é como os seus cabelos se agitando, como seu mergulho no mar, fugindo da infindável perseguição.
O bacanal é a ascenção da natureza, do inconsciente, é quando pela música, perdem-se mais as palavras. A música é amiga do corpo, do movimento. Já então, o corpo manda, pois manda a música. Os egos aceitam melhor a aparição do desconhecido. O desconhecido é a mulher, o feminino. É a Musa.
As drogas, nesse caso, ajudam é claro, tem que ter o vinho.
Se não, não seria Dioniso.
Mas acho que estou entrando em um terreno que não entendo bem não.
Melhor parar por aqui. Fica Scorpions, "Coast to coast":

Provérbios gregos