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domingo, 13 de junho de 2010

Experimentando


















O concurso para o qual estudava passou finalmente.Não o fiz. Simplesmente não fui lá. Acordei com mal estar. É que tem sido difícil digerir a vida. Não quis gastar o dia de hoje ruminando questões para disputar uma vaga com outros 450 candidatos. Dessa loucura não preciso. Ou apenas foi preguiça ou medo. Talvez.
O que amo é a arte e a literatura e estas tardes de outono nítidas e as copas das árvores e os diálogos que seus pássaros ali travam entre si.
Decidi que não quero morar em Brasília que também tem pássaros e árvores.
É que não posso abandonar a arte e, de alguma forma, é preciso manter a chama acesa.
Ainda que reste quase que só uma pequenina e tênue brasinha. Como aquela cena do filme "A Guerra do Fogo", em que o personagem principal assopra o que resta da chama, já apenas brasa e que, por fim, se apaga. Ando triste e só. E é tudo.
Talvez se apague a brasa, não sei.
Mais não sei fazer que assoprá-la.
Assim faço esta mudança no blog: assoprando.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A história das coisas

Um vídeo super interessante:

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre a estrela

Amanhã cedo faço uma viagem. Vou para onde nunca antes fui. Vou desbravar. Vou só no carro.
Alguns dias para o tão saudoso e querido mar: Praia, calma, céu estrelado, 700 km no volante, incerteza.
Espero chegar, curtir e voltar.
Depois falo mais sobre isso.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Há dias...

Esta noite tive um sonho. Na verdade foi um pesadelo. Mas o pior não foi isso. Acordei com a sensação de que o mundo era um pesadelo maior ainda. Há dias que o melhor é morrer. Ou sei lá, sumir. Ó dia miserável este. Por que tenho que saber que tudo é responsabilidade minha? Tudo, tudo, tudo. Meu mundo simbólico, meus valores, o que me dá sentido de viver, cada dia vai se desfazendo mais. O mundo material também. Cada vez mais rugas no rosto. Cada vez mais dores no corpo. Cada vez mais a certeza de se estar ficando só. Cada vez mais o itinerário espinhento...e longo. Por que fui vir para cá? Penso sempre em um acidente com a moto, uma topada a 80 km/hora, mortal e imediata. A vida se resume a trabalhar, comer, fazer exercícios para o corpo, dormir, resolver problemas (freqüentemente dos outros que o trabalho mo obriga), ler um livro e nada mais. Nem tenho muito a dizer sobre isso. Pois é somente isso, cansaço, tristeza. Nem o céu azul, nem o verde da copa das árvores, nem os pássaros a cantar, nem o sol a brilhar, nem as estrelas na noite do firmamento, nem a lua, nem Deus, nem si mesmo, nem nada. Há dias que o melhor é morrer, ou sumir.

Provérbios gregos