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domingo, 13 de junho de 2010

Experimentando


















O concurso para o qual estudava passou finalmente.Não o fiz. Simplesmente não fui lá. Acordei com mal estar. É que tem sido difícil digerir a vida. Não quis gastar o dia de hoje ruminando questões para disputar uma vaga com outros 450 candidatos. Dessa loucura não preciso. Ou apenas foi preguiça ou medo. Talvez.
O que amo é a arte e a literatura e estas tardes de outono nítidas e as copas das árvores e os diálogos que seus pássaros ali travam entre si.
Decidi que não quero morar em Brasília que também tem pássaros e árvores.
É que não posso abandonar a arte e, de alguma forma, é preciso manter a chama acesa.
Ainda que reste quase que só uma pequenina e tênue brasinha. Como aquela cena do filme "A Guerra do Fogo", em que o personagem principal assopra o que resta da chama, já apenas brasa e que, por fim, se apaga. Ando triste e só. E é tudo.
Talvez se apague a brasa, não sei.
Mais não sei fazer que assoprá-la.
Assim faço esta mudança no blog: assoprando.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sapho vivificando o blog























Que as deusas e os deuses permitam que
o verão tenha noites assim:

Outra vez as estrelas, em torno
à Lua bela, ocultam
suas luminosas figur[inhas] .
[Isto acontece toda vez que]
Ela, toda cheia,
no auge [do firmamento]
vai prateando
a [obscura] Terra.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Se pensar sentindo



Há anos atrás, lendo um livro chamado "Nova Consciência" do jornalista Luis Carlos Maciel, livro este há muito fora de catálogo, deparei-me com isto:

"O obscurimento do mundo não atinge nunca a luz do ser. Nós chegamos demasiado tarde para os deuses e demasiado cedo para o Ser;
deste, homens e mulheres são poemas começados."

"Dirigir-se para uma estrela, apenas isto. Pensar é a limitação a um pensamento que em algum tempo, como uma estrela no céu do mundo, permanece fixo."

Martin Heidegger
In (Sobre a Experiência do Pensar)

Resolvi, onde há o itálico, mudar a frase. No original: (o homem é poema começado).

Cá com meus botões, ainda que não fosse o que queria o Heidegger, essa estrela não é nada mais que o coração. Não gosto ou simplesmente não tenho competência para entender filosofia. Não tenho saco, para ser direto e vulgar. Mas, não se pode pensar sem se sentir ao mesmo tempo. Pelo menos para mim. Então, essa estrela, essa metáfora, é o correspondente sensível do pensamento. Mais uma vez esses pares da dualidade... Aí, se é preciso tomar cuidado para não privilegiar o pensamento. Era necessário criar-se um conceito para isso: pesentir, o pesentimento (não confundir com presentimento pois não tem nada a ver), ou mesmo, quem sabe, buscar lá nos radicais gregos ou latinos.
Ou talvez, como as duas fórmulas se encontravam lado a lado no livro, cada uma sozinha em uma página, seja apenas o Ser (humano?).
O Ser é se pensar sentindo?

Provérbios gregos