domingo, 25 de setembro de 2011

Salvando o blog

Almoço de domingo:
arroz com abóbora,
salada de tomates
com linguiça de porco.
Simples se não fosse
o Chardonnay e o
auxílio luxuoso do

doce de leite
cremoso.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

UFMG

Estando de volta ao campus da federal aqui em BH, a gente vai logo se deparando com seus contrastes.
Há os espaços da elite e os há dos pobres.
Ontem pela manhã, na praça de serviços, circulando em torno a uma feira de produtos do campo, as patricinhas e mauricinhos. E me desculpem os rótulos, mas é que são concisos.
De noite, na hora da janta, no bandeijão, a periferia.

sábado, 2 de julho de 2011

Provérbios gregos e latinos

 
Edouard Toudouze - Farewell of Oedipus to the Corpses of His Wife and Sons

Τὸν καπνὸν φέυγων, εἰσ τὸ πῦρ ἔπεσον. 

Fumum fugiens, in ignem incidi.

Fugindo da fumaça, caí no fogo.   

sexta-feira, 1 de julho de 2011

The Final Cut

Este foi o primeiro disco do Pink Floyd que comprei e escutei. Foi lá pelos meados dos anos 80 e tinha acabado de ser lançado, marcando o fim da banda de tanto sucesso.
Lembrei desta música, "The post war dream", porque hoje faz dez anos da morte de papai e o Roger Waters, nesse disco, faz algumas referências ao pai morto no Pacífico.
E por causa das guerras, da dura vida, da beleza, da arte e, também, por causa de você e de mim.
O velho não gostava muito de rock, mas curtia um pouco do Raul.
Que esteja bem o pai aonde quer que ande por agora.
Tive um amigo que não podia ouvir esse disco sem chorar. Daí que não ouvia.
Mas eu gosto muito e tenho andado triste.


domingo, 12 de junho de 2011

Hendrix - Voodoo child

Hendrix é o meu roqueiro preferido. Acho que sua música traduziu como nenhuma outra toda a ambiguidade da contracultura.
A busca polifônica do Apolo e do Dionísio.
Essa música é - no sentido estrito de música - uma representação desse diálogo ambíguo e polifônico. Hendrix, o domador de raios, como dizia a Ana Maria Bahiana, vai tentando apolonizar a Baco em acordes perfeitos maiores, como quem respira vez em quando em meio ao naufrágio e à tempestade.
Essa versão, ao vivo, não é a que gosto mais. Prefiro aquela do disco original, que tem o andamento um pouco mais atrás, mais lenta.
De qualquer forma, é magnífica!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Galo 2011

Sobre esse time do Galo, deixa eu avisar os desavisados, os que se deixam levar pela imprensa: Time que perde, em casa, para time retranqueiro, é timinho.
Cuidado é com a zona de rebaixamento.

É interessante notar que, aqui em Minas, em relação tanto ao futebol, quanto a um seu similar, a política, não há espaço virtual de discussão e debate.

O Atlético é um time medíocre há QUATRO décadas, e a imprensa continua a manipular o povo - essa ralé horrorosa e estúpida, não tenho outra qualificação possível - fazendo-o acreditar em títulos e vitórias e coisas mais. Um monte de idiotas. A diferença entre eles é que uns são ricos e outros pobres. Uns exploram e outros são explorados. E no meio de tudo, tudo é possível.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Chabuca Granda

Aos peruanos para que não se esqueçam da beleza da mistura e de que quem anda para trás é caranguejo. 


segunda-feira, 23 de maio de 2011

140 anos da Comuna de Paris


Gostaria de saber quem é o autor desse trabalho, que com certeza foi inspirado em Goya e ambos nas atrocidades do exército francês. O muro, talvez, seja um dos muros originais onde parte dos comunardos foi fuzilada. Ou talvez sejam apenas os blocos de pedra, que foram removidos e aproveitados. Observa-se, se olharmos com atenção, os buracos de bala. Ou talvez seja tudo mímese mesmo. Mas achei tocante demais essa mulher, de braços e peito abertos - um dos seios nus - no auge do orgulho e coragem, como que a tentar, inutilmente, proteger quem lhe estivesse atrás e, ao mesmo tempo, dizer, num mutismo gritante, o quão covardes eram aqueles por detrás das baionetas e o quão maior éramos nós. 


E aqueles rostos apagados, tênues memórias, como espectros de alguma forma ainda vivos a relatar, a dizer e a mostrar aos que passam: Vejam o quê a nossa bela humanidade gosta de, quando em vez, praticar a si mesma.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Provérbios gregos