Atualizando o blog, depois de tanto tempo com uma postagem da viagem que estou fazendo.
Em Montségur, no Ariège francês.
Um sonho realizado. Hospedei-me em Pamiers, onde aluguei um carro e dirigi os cinquenta quilômetros que separam a pequena cidadezinha francesa do château. Senti um medo danado de dirigir em estradas onde eu não tinha experiência alguma, mas deu tudo certo. Depois volto para editar e falar um pouco sobre qual foi a minha intenção em ir ao país cátaro.
domingo, 20 de julho de 2014
sábado, 8 de junho de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A morte inexorável do Rio São Francisco
Livro escrito por cem especialistas traça o mais completo perfil sobre a vegetação da região e prevê o fim de um dos mais importantes rios brasileiros
RIO - É equivalente a dar oito voltas na Terra — ou a andar 344 mil
quilômetros — a distância percorrida por pesquisadores durante 212
expedições ao longo e no entorno do Rio São Francisco, entre julho de
2008 e abril de 2012. O trabalho mapeia a flora do entorno do Velho
Chico enquanto ocorrem as obras de transposição de suas águas, que
deverão trazer profundas mudanças na paisagem. Mais do que fazer
relatórios exigidos pelos órgãos ambientais que licenciam a obra, o
professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São
Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco, reuniu cem especialistas
e publicou o livro “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história
natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio). A obra foi lançada
em Recife este mês.
Em 556 páginas e quase três quilos de textos, mapas e muitas fotos, a publicação é o mais completo retrato da Caatinga, único bioma exclusivo do Brasil e extremamente ameaçado. O título do primeiro dos 13 capítulos, assinado por Siqueira, é um alerta: “A extinção inexorável do Rio São Francisco”.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/pesquisadores-anunciam-extincao-inexoravel-do-rio-sao-francisco-6188992#ixzz27UvOQqCA
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Em 556 páginas e quase três quilos de textos, mapas e muitas fotos, a publicação é o mais completo retrato da Caatinga, único bioma exclusivo do Brasil e extremamente ameaçado. O título do primeiro dos 13 capítulos, assinado por Siqueira, é um alerta: “A extinção inexorável do Rio São Francisco”.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/pesquisadores-anunciam-extincao-inexoravel-do-rio-sao-francisco-6188992#ixzz27UvOQqCA
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Uma desgraça!
sábado, 28 de julho de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Entre les murs
A jovem, quatorze anos, dedo em riste à outra,
que, igualmente jovem, escuta entre calma e
apavorada: _ Você que não me olha quando eu
passar que eu te mato!...toda vez que passar
por mim você vai baixar a cabeça e olhar pro
chão, que se não eu te mato, te corto a cabeça
e prego ela naquela grade, tá ouvindo, sua desgraçada!
E o professor observou tudo, e então pediu à menina
que parasse com aquilo e que fosse embora.
Mais um dia na escola.
Quem se importa?
que, igualmente jovem, escuta entre calma e
apavorada: _ Você que não me olha quando eu
passar que eu te mato!...toda vez que passar
por mim você vai baixar a cabeça e olhar pro
chão, que se não eu te mato, te corto a cabeça
e prego ela naquela grade, tá ouvindo, sua desgraçada!
E o professor observou tudo, e então pediu à menina
que parasse com aquilo e que fosse embora.
Mais um dia na escola.
Quem se importa?
domingo, 8 de janeiro de 2012
Renovação
A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.
E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,
Não lembra. A ode grava,
Anônimo, um sorriso.
Odes, RICARDO REIS (Fernando Pessoa) - Belo Horizonte. Itatiaia: 2005. p. 81.
domingo, 23 de outubro de 2011
Eu sei que sou
ignorante
em muitas coisas, mas
a maior delas não
é errar a ortografia que,
em português é
difícil; embora não
mais que no inglês, que
não tem relação
alguma
entre a o conteúdo e a forma.
Foda-se!
Que tenho eu com isso?
O problema é minha vaidade
estúpida e o sono,
que sempre se interpõe
entre a lembrança e a
criação dela.
Não acrescento nada ao
tempo. Penso que
passarei
somente.
E mais nada.
ignorante
em muitas coisas, mas
a maior delas não
é errar a ortografia que,
em português é
difícil; embora não
mais que no inglês, que
não tem relação
alguma
entre a o conteúdo e a forma.
Foda-se!
Que tenho eu com isso?
O problema é minha vaidade
estúpida e o sono,
que sempre se interpõe
entre a lembrança e a
criação dela.
Não acrescento nada ao
tempo. Penso que
passarei
somente.
E mais nada.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Ao amigo querido que partiu
O meu amigo foi corajoso
que esperou-me dormir e
sozinho
atravessou o Aqueronte
o meu amigo
por longos doze
longos anos
o meu amigo esperou-me
sempre a sorrir
batendo o rabo
que é como sorria
o meu amigo
sempre sereno
nos últimos instantes
ainda
não gritou
nem gemeu
foi no silêncio após
esperar-me dormir
de tanto velar
como eu disse
partiu
o meu amigo
e uma parte de mim
também.
que esperou-me dormir e
sozinho
atravessou o Aqueronte
o meu amigo
por longos doze
longos anos
o meu amigo esperou-me
sempre a sorrir
batendo o rabo
que é como sorria
o meu amigo
sempre sereno
nos últimos instantes
ainda
não gritou
nem gemeu
foi no silêncio após
esperar-me dormir
de tanto velar
como eu disse
partiu
o meu amigo
e uma parte de mim
também.
Hassan
* Setembro 98 + 17 de Outubro de 2011
Uma coisa que diferencia a relação afetiva com os animais, cães em especial, é que eles amam incondicionalmente.
domingo, 25 de setembro de 2011
Salvando o blog
Almoço de domingo:
arroz com abóbora,
salada de tomates
com linguiça de porco.
Simples se não fosse
o Chardonnay e o
auxílio luxuoso do
doce de leite
cremoso.
arroz com abóbora,
salada de tomates
com linguiça de porco.
Simples se não fosse
o Chardonnay e o
auxílio luxuoso do
doce de leite
cremoso.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
UFMG
Estando de volta ao campus da federal aqui em BH, a gente vai logo se deparando com seus contrastes.
Há os espaços da elite e os há dos pobres.
Ontem pela manhã, na praça de serviços, circulando em torno a uma feira de produtos do campo, as patricinhas e mauricinhos. E me desculpem os rótulos, mas é que são concisos.
De noite, na hora da janta, no bandeijão, a periferia.
Há os espaços da elite e os há dos pobres.
Ontem pela manhã, na praça de serviços, circulando em torno a uma feira de produtos do campo, as patricinhas e mauricinhos. E me desculpem os rótulos, mas é que são concisos.
De noite, na hora da janta, no bandeijão, a periferia.
sábado, 2 de julho de 2011
Provérbios gregos e latinos
Edouard Toudouze - Farewell of Oedipus to the Corpses of His Wife and Sons
Τὸν καπνὸν φέυγων, εἰσ τὸ πῦρ ἔπεσον.
Fumum fugiens, in ignem incidi.
Fugindo da fumaça, caí no fogo.
Marcadores:
miguel apostolius,
provérbios gregos e latinos
sexta-feira, 1 de julho de 2011
The Final Cut
Este foi o primeiro disco do Pink Floyd que comprei e escutei. Foi lá pelos meados dos anos 80 e tinha acabado de ser lançado, marcando o fim da banda de tanto sucesso.
Lembrei desta música, "The post war dream", porque hoje faz dez anos da morte de papai e o Roger Waters, nesse disco, faz algumas referências ao pai morto no Pacífico.
E por causa das guerras, da dura vida, da beleza, da arte e, também, por causa de você e de mim.
O velho não gostava muito de rock, mas curtia um pouco do Raul.
Que esteja bem o pai aonde quer que ande por agora.
Tive um amigo que não podia ouvir esse disco sem chorar. Daí que não ouvia.
Mas eu gosto muito e tenho andado triste.
Lembrei desta música, "The post war dream", porque hoje faz dez anos da morte de papai e o Roger Waters, nesse disco, faz algumas referências ao pai morto no Pacífico.
E por causa das guerras, da dura vida, da beleza, da arte e, também, por causa de você e de mim.
O velho não gostava muito de rock, mas curtia um pouco do Raul.
Que esteja bem o pai aonde quer que ande por agora.
Tive um amigo que não podia ouvir esse disco sem chorar. Daí que não ouvia.
Mas eu gosto muito e tenho andado triste.
domingo, 12 de junho de 2011
Hendrix - Voodoo child
Hendrix é o meu roqueiro preferido. Acho que sua música traduziu como nenhuma outra toda a ambiguidade da contracultura.
A busca polifônica do Apolo e do Dionísio.
Essa música é - no sentido estrito de música - uma representação desse diálogo ambíguo e polifônico. Hendrix, o domador de raios, como dizia a Ana Maria Bahiana, vai tentando apolonizar a Baco em acordes perfeitos maiores, como quem respira vez em quando em meio ao naufrágio e à tempestade.
Essa versão, ao vivo, não é a que gosto mais. Prefiro aquela do disco original, que tem o andamento um pouco mais atrás, mais lenta.
De qualquer forma, é magnífica!
A busca polifônica do Apolo e do Dionísio.
Essa música é - no sentido estrito de música - uma representação desse diálogo ambíguo e polifônico. Hendrix, o domador de raios, como dizia a Ana Maria Bahiana, vai tentando apolonizar a Baco em acordes perfeitos maiores, como quem respira vez em quando em meio ao naufrágio e à tempestade.
Essa versão, ao vivo, não é a que gosto mais. Prefiro aquela do disco original, que tem o andamento um pouco mais atrás, mais lenta.
De qualquer forma, é magnífica!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Galo 2011
Sobre esse time do Galo, deixa eu avisar os desavisados, os que se deixam levar pela imprensa: Time que perde, em casa, para time retranqueiro, é timinho.
Cuidado é com a zona de rebaixamento.
É interessante notar que, aqui em Minas, em relação tanto ao futebol, quanto a um seu similar, a política, não há espaço virtual de discussão e debate.
O Atlético é um time medíocre há QUATRO décadas, e a imprensa continua a manipular o povo - essa ralé horrorosa e estúpida, não tenho outra qualificação possível - fazendo-o acreditar em títulos e vitórias e coisas mais. Um monte de idiotas. A diferença entre eles é que uns são ricos e outros pobres. Uns exploram e outros são explorados. E no meio de tudo, tudo é possível.
Cuidado é com a zona de rebaixamento.
É interessante notar que, aqui em Minas, em relação tanto ao futebol, quanto a um seu similar, a política, não há espaço virtual de discussão e debate.
O Atlético é um time medíocre há QUATRO décadas, e a imprensa continua a manipular o povo - essa ralé horrorosa e estúpida, não tenho outra qualificação possível - fazendo-o acreditar em títulos e vitórias e coisas mais. Um monte de idiotas. A diferença entre eles é que uns são ricos e outros pobres. Uns exploram e outros são explorados. E no meio de tudo, tudo é possível.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Chabuca Granda
Aos peruanos para que não se esqueçam da beleza da mistura e de que quem anda para trás é caranguejo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
140 anos da Comuna de Paris
Gostaria de saber quem é o autor desse trabalho, que com certeza foi inspirado em Goya e ambos nas atrocidades do exército francês. O muro, talvez, seja um dos muros originais onde parte dos comunardos foi fuzilada. Ou talvez sejam apenas os blocos de pedra, que foram removidos e aproveitados. Observa-se, se olharmos com atenção, os buracos de bala. Ou talvez seja tudo mímese mesmo. Mas achei tocante demais essa mulher, de braços e peito abertos - um dos seios nus - no auge do orgulho e coragem, como que a tentar, inutilmente, proteger quem lhe estivesse atrás e, ao mesmo tempo, dizer, num mutismo gritante, o quão covardes eram aqueles por detrás das baionetas e o quão maior éramos nós.
E aqueles rostos apagados, tênues memórias, como espectros de alguma forma ainda vivos a relatar, a dizer e a mostrar aos que passam: Vejam o quê a nossa bela humanidade gosta de, quando em vez, praticar a si mesma.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Galo
Galo é galo. De como um suposto time grande tem a 'sabedoria' de manter um jogador como Renan Oliveira há anos em seu plantel e de como o suposto 'um dos grandes' espera soluções de um Magno Alves.
E um dirigente inútil e falastrão.
E de um treinador e de uma torcida que nunca veem nada.
O atlético é um enunciado em extinção.
Ou nunca vai passar de timinho.
E um dirigente inútil e falastrão.
E de um treinador e de uma torcida que nunca veem nada.
O atlético é um enunciado em extinção.
Ou nunca vai passar de timinho.
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