Hoje, num pensar de morte
e paz e solidão,
da janela do carro os infinitos
morros de BH e o
céu descarnando em
nuvens e rosas e em
amarelos-lilases
de cachos do sol
fixaram bem o tempo
e o espaço em mim.
Eu estava vivo.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Ricardo Reis - Odes
Ninguém a outro ama, senão que ama
O que de si há nele, ou é suposto.
Nada te pese que não te amem. Sentem-te
Quem és, e és estrangeiro.
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.
Firme contigo, sofrerás avaro
De penas.
Nada te pese que não te amem. Sentem-te
Quem és, e és estrangeiro.
Cura de ser quem és, amam-te ou nunca.
Firme contigo, sofrerás avaro
De penas.
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Maria da Conceição Tavares
Seria o caso de baixar as taxas?
Baixar agora já não é mais suficiente. Nosso problema cambial não se resolve mais só com inteligência monetária. Meu medo é que a situação favorável aqui dentro e a super oferta de liquidez externa leve a um novo ciclo de endividamento. Não endividamento do setor público, como nos anos 80. Mas do setor privado que busca lá fora os recursos fartos e baratos, aumentando sua exposição ao risco externo. E quando os EUA subirem as taxas de juros, como ficam os endividados aqui?
No blog do Miro
Baixar agora já não é mais suficiente. Nosso problema cambial não se resolve mais só com inteligência monetária. Meu medo é que a situação favorável aqui dentro e a super oferta de liquidez externa leve a um novo ciclo de endividamento. Não endividamento do setor público, como nos anos 80. Mas do setor privado que busca lá fora os recursos fartos e baratos, aumentando sua exposição ao risco externo. E quando os EUA subirem as taxas de juros, como ficam os endividados aqui?
No blog do Miro
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Zap
Não sei como, mas toquei a moto por mais de 20 kilômetros, da Lagoa da Pampulha até aqui em casa, em Santa Teresa, com o pneu traseiro furado, montado no tanque o quanto foi possível, enquanto chovia no asfalto úmido à noite.
Havia os inais vermelhos que eu furei e
amarelos ambém;
Salve!, agora chove
como sempre.
Tô salvo!
:)
Havia os inais vermelhos que eu furei e
amarelos ambém;
Salve!, agora chove
como sempre.
Tô salvo!
:)
8 de Março
Os Mistérios
No recinto três vezes misterioso, vedado
aos homens, festejamos-te, Astarté da Noite,
Mãe do Mundo, Fonte da Vida dos Deuses!
Mas revelarei apenas o permitido. Em tor-
no do Falo coroado, cento e vinte mulhe-
res se balançavam gritando. As iniciadas, ves-
tidas de homem, as outras, em túnica aberta.
Como nuvens, flutuava entre nós o fumo
de tochas e arômatas. Eu chorava ardentes
lágrimas. Todas, aos pés da Berbéia, nos dei-
tamos de costas.
Finalmente, quando o ato religioso foi
consumado, e quando, no Triângulo Único,
imergiu o Falo coberto de púrpura, come-
çou o mistério. Mas nada mais poderei dizer.
(As canções de Bilitis - Pierre Louys)
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
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