domingo, 18 de janeiro de 2009

Darcy Ribeiro
















Trecho final do terceiro episódio do maravilhoso documentário baseado no livro de Darcy Ribeiro "O Povo Brasileiro", produzido pela TV Cultura.
Xangô está vendo o que se passa.
Este trecho foi postado por mim no youtube.
Lá existem outras partes.
O desenho é um da série "Orixás" que fiz em 2007. Este é para Xangô. O motivo é uma variação rítmica para o machado de dois gumes e o relâmpago.
Castigai, Xangô, aos mentirosos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Frases curtas

Vamos reformando o barraco.
Cinco dias de argamassa, selador e tinta.
As férias estão terminando.
Dia dois, dia de Iemanjá, o inferno da sala de aula.
A imprensa nativa, marrom, reacionária e burra está puta da vida.
Lula deu tapa de luva de pelica neles. Lula de pelica.
Estão se mordendo. Que se danem.
As criancinhas continuam morrendo em Gaza.
Também no nosso Nordeste, na África e em outros bolsões de miséria.
A vida segue.
Gilmar Dantas posa de déspota esclarecido.
Quero comprar um carro, preciso.
Me recuso a pagar os juros do mercado. Vou economizar.
Meu dinheiro é suado demais para entregar de bandeja aos bandidos capitalistas.
Aguardarei mais um pouco se preciso.
A vida segue, as crianças morrem, os juros não caem, Gilmar Dantas, este, ainda mais, deveria cair.
José Erra quer ganhar de qualquer jeito. Só se a história fizer uma curva de noventa graus a trezentos por hora.
Difícil hein!
A casa está de cabeça para baixo. E muito empoeirada.
As aulas vão recomeçar. Até arrepio. Vou ter de baixar a 30 km daqui às sete da matina.
A vida segue. As mulheres não me amam e eu não as quero mais seduzir.
Que se dane.
Volto, lentamente, a fazer arte. Estava com saudades de meus traços.
Estou lendo "As Heroídes" de Ovídio. Queria ler no original mas é demais agora para a minha cabeça aprender latim.
Belo Horizonte tem estado bela.
Gosto dos meus amigos virtuais.
Apesar de tudo, meu coração ainda espera.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Colírio para os olhos

Para amenizar um pouco a temática dos últimos dias, e, também, para festejar o verão brasileiro e seus belos corpos nus, vamos, agora, com uma outra pintura. Não há um festival de corpos nus como oferecem as praias brasileiras, as da riviera mediterrânica e podemos incluir aqui, também, Los Angeles e Miami? Creio que sim.
Releva-se as baixarias.
Gosto muito dos nus de Modigliani.






















































Quase tudo do genial italiano aqui.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Enquanto isso, em Pindorama...

Enquanto isso, aqui em BH, faz uma tarde bela como há muito não se via. A luz do sol desta tarde é algo que sou incapaz de traduzir em palavras. E a brisa, suave e aveludada, acaricia meus ralos cabelos e minha pele. É uma delícia. Quando será que nós, seres humanos, vamos apenas apreciar esse presente, essa dádiva?

Boicote ao estado judeu segrega(s)ionista












O que eu estava dizendo, em uma postagem anterior, sobre um boicote ao estado judeu de Israel, que é fascista e promove um aparthaid do povo palestino, principalmente aquele que vive na Faixa de Gaza, já existe aqui.

Não se trata de, no meu caso, defender os valores muçulmanos, nem de condenar o judaísmo. Há muita coisa errada e atrasada no Islão e o estado de Israel não conseguiu, até hoje, após alguns milhares de anos, conviver com as demais culturas de maneira equilibrada, salvo raras e efêmeras exceções. Foram perseguidos? Foram. Mas perseguiram também. A Bíblia que o diga. E hoje, vejam o que fazem, trucidam criancinhas. Trata-se, por isso, de não aceitar calado o genocídio explicitado. Chega do olho por olho. Que, aliás, se tornou em olhos (muitos mais) por olho, todos os dentes da boca por um único dente. Loucura!
Basta!

No final (bottom) da página há uma versão em português.
Ajudem a difundir.

P.S. Por que será que há uma versão em português e nenhuma em alemão ou italiano?
Pensem sobre isso.
P.S.2 Há centenas de judeus que apóiam o boicote.
P.S.3 O velho patriarcalismo insensato, néscio.

Goya e "Os Desastres das Guerras"

Goya fê-las entre 1810 e 1815. São águas-fortes e águas-tintas que começou a gravar a partir de esboços feitos em uma viagem de Madrid a Saragoça em Outubro de 1808 onde testemunhou as cenas apavorantes que as gravuras mostram. Trata-se da invasão napoleônica à Espanha com o objetivo de "libertar" o povo espanhol da escravidão absolutista. Napoleão fica pouco tempo na península.
Nas gravuras, Goya não se detém apenas nas atrocidades cometidas pelos soldados franceses (já publiquei outro post sobre o exército francês daqueles tempos), mas nos mostra a loucura indiscriminada de todos contra todos.
O grande pintor espanhol fez muitos óleos sobre a temática da guerra. Um já postei e comentei aqui.
As gravuras, no entanto, talvez pela crueza do preto e branco, falam mais forte. E não pouparam a crítica à monarquia. Goya era o pintor do Rei.
Por isso, só vieram a público em 1863.
Observem que quase todas as vítimas são civis inocentes.


































































































































































Na wikipédia algumas informações sobre a guerra peninsular aqui.
As 85 gravuras na wikipédia em um muito bom artigo aqui.

Para quem tiver estômago:
As 85 gravuras aqui e aqui.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Lula devia chamar o embaixador

Eu não queria falar mais sobre isso aqui. Em verdade, fiquei mudo já há dias. Não consigo entender que esteja acontecendo um infanticídio transmitido em vídeos, fotografias e por relatos chocantes para todo o mundo dito civilizado. Uma coisa é lermos sobre os massacres em livros de história. Apesar de também nos chocar, como em recente filme visto na TV, quando um oficial alemão, durante a segunda guerra, escuta o relato de uma jovem sobre o que foi feito pelas tropas nazistas em sua pequena cidade. Vou parar por aqui, vocês já podem imaginar o resto.

Acontece aquilo lá agora. Não é a história que passou. É a que passa. Agora. É o nosso mundo. Não é como uma chacina numa favela de nossas grandes cidades violentas. É muito, muito pior.

Holocausto. Hecatombe. Genocídio. Infanticídio.

Hoje as coisas estão visíveis como nunca o foram antes. O mundo inteiro está vendo, diariamente, os corpos enrolados. Principalmente das crianças. Famílias inteiras trucidadas. Um horror!

É preciso que se arme um boicote contra esse estado judeu.
Nosso país poderia ser o primeiro, dar o exemplo.
Lula deveria chamar de volta o embaixador em Tel-Aviv.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A bruxa

A bruxa ontem voltou. Entrou pela janela silenciosamente. Só a percebi pelo ponto negro estranho, fora da rotina, que o canto do olho viu, no pouco observado teto do quarto. Era enorme e, após estreitá-la com o olhar, ficou ansiosa, não mais parou em canto algum. Bruxuleou para cá e para lá. Não me deixou ler nem dormir, pousava em minhas pernas e rodopiava sobre minha cabeça na escuridão da noite apagada.
Vi-lhe, por um momento, com clareza, o corpo, a cabeça, as patas, os olhos, as belas, negras e largas asas.
Há, certamente, algo de mais profundo nisso.
Talvez eu a tenha invocado.
Escutei por várias vezes isto antes:

Provérbios gregos