terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fórum Social Mundial - Educação
"Se não buscarmos um novo tipo de civilização, se não fizermos uma coalizão de forças ao redor de alguns valores coletivos, poderemos ir ao encontro do pior. Precisamos criar as condições para que o planeta continue vivo, pois ele perdeu seu equilíbrio. Um dos desafios mais importantes da educação na civilização planetária é manter a humanidade unificada. Daí a importância de a educação suscitar continuamente essa consciência de que temos uma origem comum e também um destino comum"
Leia mais na Carta Maior.
Jornais e o quebra-galho do banheiro
Depois vinham várias matérias onde os nossos extraordinários jornalistas defendiam o governo italiano na história do asilado. Os calhordas defensores da elite podre e carcomida simplesmente não enxergam mais um palmo à frente dos focinhos.
Eu já havia jurado que não comentava, aqui no blog, sobre as matérias mentirosas dos jornalecos brasileiros. Mas às vezes tenho uma recaída.
Mas, quero dizer, que não quero saber. Agora que elegemos um brasileiro para a presidência da república. Agora que o país cresce vertiginosamente. Agora que os sonhos da juventude vão se realizando, que o meu ufanismo folga e ri de alegria e prazer. Agora que vejo o povo não mais acreditando em jornais, âncoras, primeiras páginas; Bonners, Fátimas, Garcias, Leitões e similares vão todos para o diabo que os carregue.
Uma nova civilização se avizinha. Nós fazemos parte dela. Outros, se desesperam por não fazer.
Não pude com o jornaleco nem por um minuto. Lixo.
Mais especificamente, aquele que fica ao lado do vaso, no banheiro.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Fórum Social Mundial - Belém - Amazônia

De 27 de janeiro a 1º de fevereiro acontece em Belém do Pará o Fórum Social Mundial. Apesar de nunca ter ido a nenhum, conheço pessoas que foram, e, mesmo por tabela, posso dizer que deve ser uma das coisas mais bonitas que os seres humanos inventaram nas últimas décadas. Pessoas de boa vontade do mundo inteiro se reúnem para debater e discutir os destinos do planeta e da humanidade. Não à toa sendo realizado pela primeira vez na Amazônia, contará, em sua programação - dia 28 - com o dia da Pan-Amazônia: 500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular. Ainda o programa traz as tendas temáticas com um repertério imenso de encontros para se discutir temas como a questão afro, os povos das florestas, a mulher, a reforma agrária e urbana, Cuba 50 anos, a crise do capital entre outros.
As apresentações culturais são extensas também e trazem mostras de artes plásticas, cinema, literatura, oficinas variadas e espetáculos cênicos valorizando especialmente as manifestações de origem popular, tais como os bois e a ciranda pernambucana entre outras.
Me deu um desejão de ir, mas ainda tô agarrado na reforma do moquifo. Mas ano que vem, quem sabe.
O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto de encontro – plural, diversificado, não-governamental e não-partidário –, que estimula de forma descentralizada o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.
As três primeiras edições do FSM, bem como a quinta edição, aconteceram em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Brasil), em 2001, 2002, 2003 e 2005. Em 2004, o evento mundial foi realizado pela primeira vez fora do Brasil, na Índia. Em 2006, sempre em expansão, o FSM aconteceu de maneira descentralizada em países de três continentes: Mali (África), Paquistão (Ásia) e Venezuela (Américas). Em 2007, voltou a acontecer de maneira central no Quênia (África).
O FSM tornou evidente a capacidade de mobilização que a sociedade civil pode adquirir quando se organiza a partir de novas formas de ação política, caracterizadas pela valorização da diversidade e da co-responsabilidade. O sucesso da primeira edição resultou na criação do Conselho Internacional que, em sua reunião de fundação, aprovou em 2001 uma Carta de Princípios, a fim de garantir a manutenção do FSM como espaço e processo permanentes para a busca e a construção de alternativas ao neoliberalismo. Hoje, são realizados fóruns sociais locais, regionais, nacionais e temáticos em todo o mundo, com base na Carta de Princípios. Em 2008, para marcar esse processo, foi realizado mundialmente no dia 26 de janeiro o Dia Global de Mobilização e Ação.
Mais no site oficial, aqui.




