quinta-feira, 10 de julho de 2008
O juizão safou-o


O supremo juiz soltou os bandidos. Ele alegou, para conceder o habeas-corpus, que não havia provas suficientes que justificassem a prisão temporária dos acusados.
Deixa eu entender então: O indivíduo tentou subornar um delegado da Polícia Federal, que fingiu aceitar o suborno, sob orientação do magistrado que acompanhava o inquérito, a fim de dar mais corda para o bandido se enforcar, tudo documentado, gravado, filmado, dentro dos critérios da justiça.
E o nosso extraordinário ministro, da nossa excelsa suprema corte, manda soltar.
É triste ver este velho filme passar de novo.
Mas não tem revolta não, tá todo mundo vendo.
As máscaras, se é que ainda existem, estão caindo.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Sinal dos tempos
Não consigo mesmo deixar de me envolver com as coisas da política. É esta parte concreta, imediata da existência. E gosto também. Nesse último episódio das várias prisões, feita pela polícia federal, de colarinhos brancos, é até mesmo emocionante acompanhar. Assisti agora ao vídeo, linkado pela imagem abaixo, e fui me dando conta de algumas pontas, de alguns fios da intrincada e embaraçada teia do cenário atual do país. O nosso presidente, de nossa maior corte jurídica, não sei se é a palavra certa, mas esse senhor está, visivelmente, se embaraçando na teia.
Ontem, num arroubo de falso moralismo, criticou a ação da polícia federal, utilizando-se de palavras grosseiras, como 'canalhice', para se referir aos procedimentos adotados pelos federais.
Que nunca, em nossa história, prendeu tantos ricos criminosos.
O que levou a corte suprema a, nunca, tanto soltá-los.
No entanto, como já bem alertou, mui ironicamente, o Paulo Henrique Amorim, em seu site, o encarceirado banqueiro, e foco de inúmeras acusações de crimes contra o erário público, Daniel Dantas, encontra-se, parece, fodido.
Desculpem a expressão.
Já que as organizações Globo, deram um recado bem claro, que não estão muito interessados em 'livrar a cara' do sr. Dantas. E, muito pelo contrário, iniciaram, ainda que tímida, campanha para queimá-lo.
Se é que é possível um cara como o Daniel Dantas estar fodido. Bilionário? No Brasil?
Só vendo para crer.
Mas voltanto ao nosso querido ministro, este, teve que tirar o pé do pedal quando viu onde estava pisando, sabendo já da 'tendência' em que as coisas estavam caminhando, ou seja, a Globo vai mandar o Dantas para o pau.
É interessante ver a Globo dando voz ao governo Lula. Ainda que em causa própria.
O vídeo mostra um Dantas com cara de culpado fingindo-se de coitadinho e um Ministro da justiça seguro e objetivo.
O nosso excelso Juiz o que vai fazer agora?
Adiou a decisão sobre os habeas-corpus para amanhã.
Será que vai voltar atrás?
Ontem, num arroubo de falso moralismo, criticou a ação da polícia federal, utilizando-se de palavras grosseiras, como 'canalhice', para se referir aos procedimentos adotados pelos federais.
Que nunca, em nossa história, prendeu tantos ricos criminosos.
O que levou a corte suprema a, nunca, tanto soltá-los.
No entanto, como já bem alertou, mui ironicamente, o Paulo Henrique Amorim, em seu site, o encarceirado banqueiro, e foco de inúmeras acusações de crimes contra o erário público, Daniel Dantas, encontra-se, parece, fodido.
Desculpem a expressão.
Já que as organizações Globo, deram um recado bem claro, que não estão muito interessados em 'livrar a cara' do sr. Dantas. E, muito pelo contrário, iniciaram, ainda que tímida, campanha para queimá-lo.
Se é que é possível um cara como o Daniel Dantas estar fodido. Bilionário? No Brasil?
Só vendo para crer.
Mas voltanto ao nosso querido ministro, este, teve que tirar o pé do pedal quando viu onde estava pisando, sabendo já da 'tendência' em que as coisas estavam caminhando, ou seja, a Globo vai mandar o Dantas para o pau.
É interessante ver a Globo dando voz ao governo Lula. Ainda que em causa própria.
O vídeo mostra um Dantas com cara de culpado fingindo-se de coitadinho e um Ministro da justiça seguro e objetivo.
O nosso excelso Juiz o que vai fazer agora?
Adiou a decisão sobre os habeas-corpus para amanhã.
Será que vai voltar atrás?
sábado, 5 de julho de 2008
Poema ufanista
Filhas e Filhos do Kosmos...
... e de Tupis e Áfricas sagradas,
e hermosos Portugais
nós somos.
Proliferam-se as flores
e abelhas e rosas.
De antas, e pacas, tatus;
Xavantes, Tapuias e sárx,
entre estes, todos
ocultaram-se à visualização
das "xaves" helênicas orgânicas e
de atlântidas sumérias e
de sulaméricas-fenícicas,
floraclóricas nos fizemos.
E com atos e efeitos serumanominais e
tão sublimes
quanto
os Átenas e Dórios,
todos tortos;
também tosaram
os cabelos de Astartês
dos sertões, e de
Diadorins e Tróias abundantes;
e Ártemis e
Deméters sagradas.
Chega a onda
que vem de longe
e geme no tempo,
e Tétis não
pode pará-lo,
impedi-lo de
levar-lhe embora
o adorado guerreiro,
Tupi de tao bugre
história.
De Ílio tão
antiga como a anta,
como yara, ou uiara,
ou aiuuiara,
sereia, sirene, Silena.
Helena, de belas luas-madeixas,
e queixas de pedidos,
com toques nos queixos tão lindos,
os toques e gestos faceiros,
nas faces sublimes quão
já, servil e sedudora Rainha,
sujeita Páris, Heitores e Aquiles,
e Menelaus na rinha.
E de se estar-se sujeita
ao cio da Terra, que
a Lua, de novo,
empurra
às antigas e novas
freqüencias, de
Frânciscas-Fenícicas
Guilhotínicas luzes,
declarações e
testamentos; dizem,
que a história do mundo
inda é torpe por demais,
e vil.
O resto da história
cabe ao Brasil.
Poema megalomaníaco.
Helenismo - Ártemis

Tenho andado rodeando Safo e Anacreonte. Este, há mais tempo, essa por agora. Tenho tentado umas traduções, mas a coisa é muito lenta, ainda estou engatinhando o grego. Por enquanto fica um mestre.
de Safo
Em torno à Silene esplêndida
os astros
recolhem sua forma lúcida
quando plena ela mais resplende
alta
argêntea
Morto o doce Adônis,
e agora,
Citeréia,
que nos resta?
Lacerai os seios,
donzelas,
dilacerai as túnicas.
.
(tradução de Haroldo de Campos)
Aqui, a segunda estrofe, em grego:
Diz a lenda que Ártemis teria morto a Adônis,
mortal mais amado pela Cíterea
Afrodite de longos cabelos.
O fez por ter a deusa do Amor
matado a Hipólito,
por vingança.
Hipólito, filho do primeiro casamento de Teseu com a rainha amazona Hipólita, era adorador da deusa Ártemis, irmã de Apolo, o Sol, a padroeira das matas e da caça, a Lua. Era ela, também, conhecida pela castidade. Hipólito, assim, devoto da deusa, seguia seus preceitos de vegetarianismo e castidade. Afrodite passou a odiá-lo, pois que o jovem insistia em negar-lhe devoção, nem mesmo simples oferendas. Ele a desprezava.
Pois a deusa do Amor, em vingança, tramou uma situação em que Hipólito, sem o saber, despertou o amor de Fedra, atual esposa de seu pai e, portanto, sua madastra. Esta, outra vítima da Cípria (um dos epítetos de Afrodite), acaba se suicidando, para evitar a vergonha por ter seu amor sido descoberto pelo amado, que o rejeita violentamente, e pela inevitável condição de adúltera diante do marido, Teseu. Antes de se matar, deixa um bilhete, numa plaquinha de madeira, onde acusa Hipólito de tê-la violentado. Teseu, lendo o bilhete, tirado das mãos da esposa morta, infla-se de ódio e indignidade pelo filho e, para não matá-lo, exíla-o da cidade, além de rogar-lhe uma praga de morte, pedida a seu protetor Poseidon, que o atende matando a Hipólito. Ártemis então, revela a Teseu a intriga de Afrodite e promete-lhe, em sua dupla dor, da perda da amada e, da injustiça praticada contra o filho, vingar-se, matando a Adônis, preferido de Afrodite.
A história, do ciclo heróico, faz parte da história da cidade de Atenas, sendo Teseu, um de seus mais conhecidos reis.
O resumo que fiz acima é horrível. A história sempre se repete e, o que conta, é a maneira de contá-la. Por isso os gregos repetiam tantas vezes as mesmas. Aliás, continuam sendo repetidas. A história se repete, repito.
Eu não sou um bom contador, mas para quem se interessar por uma história bem contada, há uma versão online, da clássicos jackson, do "Hipólito" de Eurípedes, aqui.
E da "Fedra" de Racine, da mesma coleção, aqui.
Ambas em português.
Mais uma postagem abobrinha.
Aqui, a segunda estrofe, em grego:
Κατθνάσκει, Κυθέρη', ἄβρος Ἄδωνις, τί κε θεῖμεν·
καττύπτεσθε κόραι καὶ κατερείκεσθε χίτωνας.
καττύπτεσθε κόραι καὶ κατερείκεσθε χίτωνας.
Diz a lenda que Ártemis teria morto a Adônis,
mortal mais amado pela Cíterea
Afrodite de longos cabelos.
O fez por ter a deusa do Amor
matado a Hipólito,
por vingança.
Hipólito, filho do primeiro casamento de Teseu com a rainha amazona Hipólita, era adorador da deusa Ártemis, irmã de Apolo, o Sol, a padroeira das matas e da caça, a Lua. Era ela, também, conhecida pela castidade. Hipólito, assim, devoto da deusa, seguia seus preceitos de vegetarianismo e castidade. Afrodite passou a odiá-lo, pois que o jovem insistia em negar-lhe devoção, nem mesmo simples oferendas. Ele a desprezava.
Pois a deusa do Amor, em vingança, tramou uma situação em que Hipólito, sem o saber, despertou o amor de Fedra, atual esposa de seu pai e, portanto, sua madastra. Esta, outra vítima da Cípria (um dos epítetos de Afrodite), acaba se suicidando, para evitar a vergonha por ter seu amor sido descoberto pelo amado, que o rejeita violentamente, e pela inevitável condição de adúltera diante do marido, Teseu. Antes de se matar, deixa um bilhete, numa plaquinha de madeira, onde acusa Hipólito de tê-la violentado. Teseu, lendo o bilhete, tirado das mãos da esposa morta, infla-se de ódio e indignidade pelo filho e, para não matá-lo, exíla-o da cidade, além de rogar-lhe uma praga de morte, pedida a seu protetor Poseidon, que o atende matando a Hipólito. Ártemis então, revela a Teseu a intriga de Afrodite e promete-lhe, em sua dupla dor, da perda da amada e, da injustiça praticada contra o filho, vingar-se, matando a Adônis, preferido de Afrodite.
A história, do ciclo heróico, faz parte da história da cidade de Atenas, sendo Teseu, um de seus mais conhecidos reis.
O resumo que fiz acima é horrível. A história sempre se repete e, o que conta, é a maneira de contá-la. Por isso os gregos repetiam tantas vezes as mesmas. Aliás, continuam sendo repetidas. A história se repete, repito.
Eu não sou um bom contador, mas para quem se interessar por uma história bem contada, há uma versão online, da clássicos jackson, do "Hipólito" de Eurípedes, aqui.
E da "Fedra" de Racine, da mesma coleção, aqui.
Ambas em português.
Mais uma postagem abobrinha.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
O Brasil mais real
Eles tentam de todas as maneiras inventar uma "outra realidade".
O PIG é claro. Uma realidade que só existe nas páginas de jornais e revistas, e nas línguas de âncoras de jornais de televisão.
A realidade, mesmo, é bem outra.
Esta foto trouxe do blog do favre.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Por que a elite odeia o povo? ou Quem é o burro?

Em uma aula sobre Camões, escrevi no quadro: OS LUSÍADAS.
Dado um tempo, alguém pergunta: _Professor, o que é lusiádas?
Pedi um nome indígena que tivesse a palavra "oca" (casa em tupi-guarani).
Escreveram: esquinocariol (uma cerveja que se chama schincariol).
Para o mesmo herculíneo desafio: ocapitão, ocavalo, ocachorro.
De onde vêm os indígenas ? Da Ìndia, é claro.
Eu não odeio o povo pela sua ignorância, mas confesso:
esquinocariol me faz rir e
ocachorro me dá um tédio danado.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Uma revolução que não é pelas ondas do rádio

A foto é da quadrilha que houve lá na escola, semana passada.
Tenho visto nos jornais, aqui em BH, nas bancas de revista. Não os compro, vejo só as manchetes da capa. Folheio-os às vezes. Todos batem na tecla da volta da inflação. Um senhor ao lado, conversava com o jornaleiro, e percebi sua preocupação com a notícia. À noite, chegando à escola, folheei o jornal "O tempo" e estava lá, a mesma notícia, de que a inflação era uma grande ameaça ao país. A manchete chamava para os duzentos e tantos por cento de inflação durante o plano real. Ora, todos sabemos que houve e há inflação em todos esses anos. O plano real é de 1994, se não me engano. O que eles não mostravam, em trecho algum da reportagem, era o último índice medido de aumento dos preços. Quer dizer, coloca-se uma manchete com a palavra inflação e o valor medido nos últimos anos: 247%. Tem pai que é cego né. Me engana que eu gosto. Só que os bobos não são muitos. Eles, os mesmos bandidos de quinhentos anos, a elite branca segregacionista, que não entende e não aceita que os tempos, de alguma forma, mudaram. Há uma nova sensação. Não se acredita mais em uma realidade publicada. A realidade é, pelo menos, algo mais próximo; é a mercearia, a loja, ou o botequim da esquina. Muitos temem um golpe. Eu digo para esses: Não temam, não haverá golpe. A revolução é silenciosa.
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